
Desta vez vou optar pela via mais pessoal. Que me desculpem os mais assíduos, ou mais amigos, mas na verdade ultrapassar o meio século e “levar” com determinados acontecimentos pode tornar-se uma experiência traumática!
Antes de avançar, deixem-me dizer que, embora possa não ser o grande dos fotógrafos, tenho a noção que nas áreas em que crio fotografias não me envergonho perante ninguém. Não o faço, quer pela qualidade das fotografias quer ainda pelo período de tempo em que isso já acontece. Quem me conhece sabe que é assim e também sabe que não tenho especial interesse em ser conhecido e que, portanto, pouco esforço faço para que tal aconteça!
Há algum tempo atrás fui convidado para fazer algumas fotografias de monumentos por forma a integrar um livro. O texto, da autoria de um amigo considerado sumidade na área, versava temas sérios, históricos, documentados, estabelecendo sinapses inesperadas entre o tradicionalmente aceite e outras abordagens não menos interessantes.
O trabalho desenrolou-se normalmente e em tempo útil apresentei as fotografias que, de forma quase cirúrgica, foram embebidas no texto pelo autor que teve o cuidado de legendar cada uma das imagens de forma a integra-las profundamente.
O passo seguinte, desenrolou-se fora do controlo dos autores.
O tempo, desnecessariamente sempre escasso, levou a que a apresentação tivesse lugar sem que os autores tivessem tomado conhecimento da maqueta final. Na verdade foi uma completa novidade.
O livro apresentou-se em formato “guia Michelin”, compridinho e estreito. Optaram por uma versão bilingue. As fotos, muitas delas pensadas para página inteira, quanto muito ½ página, apareceram em tamanho 6x9 (centímetros), algumas provenientes de negativos 6x17 foram reduzidas a 6x9, o que significa que a leitura se alterou por ter havido corte não proporcional. Na sua maioria não houve o cuidado de controlar o dito corte, isto é torres sem campanário e coisas dessas estão lá presentes. Na capa resolveram ser criativos e criaram um mestiço de mau gosto entre duas fotografias, etc....
E eu nem me quero referir à falta de cuidado de revisão do texto, em que aparecem impressas, por exemplo logo na primeira página, observações do autor acerca da forma ou de como deve ser tratada aquela exacta porção de texto....
Resultado!
O resultado, foi uma enorme frustração: o formato não se adequa ao conteúdo e à forma como o texto é desenvolvido; as fotografias perderam o seu significado e leitura parecendo ilustrações de rótulos de garrafa de vinho de 5ª qualidade; quem passar os olhos pela publicação não espera encontrar uma tese acerca de um tema sério, espera sim encontrar um roteiro e nesse sentido faltam os hotéis, restaurantes, bares, horários, preços, cobertura WiFi, acessos por estrada e autoestrada, comboios, metropolitano etc.; enfim uma oportunidade perdida, quer do ponto de vista da ideia original quer de guia seja do que for!
Meus amigos, nas vossas actividades e nos vossos projectos tenham esta e outras experiências em devida nota. Acompanhem o que os criativos, gestores, artistas, habilidosos e decisores andam a fazer com as vossas coisas!
A bem da Nação aos 13 de Maio de 2008.
Antes de avançar, deixem-me dizer que, embora possa não ser o grande dos fotógrafos, tenho a noção que nas áreas em que crio fotografias não me envergonho perante ninguém. Não o faço, quer pela qualidade das fotografias quer ainda pelo período de tempo em que isso já acontece. Quem me conhece sabe que é assim e também sabe que não tenho especial interesse em ser conhecido e que, portanto, pouco esforço faço para que tal aconteça!
Há algum tempo atrás fui convidado para fazer algumas fotografias de monumentos por forma a integrar um livro. O texto, da autoria de um amigo considerado sumidade na área, versava temas sérios, históricos, documentados, estabelecendo sinapses inesperadas entre o tradicionalmente aceite e outras abordagens não menos interessantes.
O trabalho desenrolou-se normalmente e em tempo útil apresentei as fotografias que, de forma quase cirúrgica, foram embebidas no texto pelo autor que teve o cuidado de legendar cada uma das imagens de forma a integra-las profundamente.
O passo seguinte, desenrolou-se fora do controlo dos autores.
O tempo, desnecessariamente sempre escasso, levou a que a apresentação tivesse lugar sem que os autores tivessem tomado conhecimento da maqueta final. Na verdade foi uma completa novidade.
O livro apresentou-se em formato “guia Michelin”, compridinho e estreito. Optaram por uma versão bilingue. As fotos, muitas delas pensadas para página inteira, quanto muito ½ página, apareceram em tamanho 6x9 (centímetros), algumas provenientes de negativos 6x17 foram reduzidas a 6x9, o que significa que a leitura se alterou por ter havido corte não proporcional. Na sua maioria não houve o cuidado de controlar o dito corte, isto é torres sem campanário e coisas dessas estão lá presentes. Na capa resolveram ser criativos e criaram um mestiço de mau gosto entre duas fotografias, etc....
E eu nem me quero referir à falta de cuidado de revisão do texto, em que aparecem impressas, por exemplo logo na primeira página, observações do autor acerca da forma ou de como deve ser tratada aquela exacta porção de texto....
Resultado!
O resultado, foi uma enorme frustração: o formato não se adequa ao conteúdo e à forma como o texto é desenvolvido; as fotografias perderam o seu significado e leitura parecendo ilustrações de rótulos de garrafa de vinho de 5ª qualidade; quem passar os olhos pela publicação não espera encontrar uma tese acerca de um tema sério, espera sim encontrar um roteiro e nesse sentido faltam os hotéis, restaurantes, bares, horários, preços, cobertura WiFi, acessos por estrada e autoestrada, comboios, metropolitano etc.; enfim uma oportunidade perdida, quer do ponto de vista da ideia original quer de guia seja do que for!
Meus amigos, nas vossas actividades e nos vossos projectos tenham esta e outras experiências em devida nota. Acompanhem o que os criativos, gestores, artistas, habilidosos e decisores andam a fazer com as vossas coisas!
A bem da Nação aos 13 de Maio de 2008.
37 comentários:
Compreendo perfeitamente a indignação/frustração. Nada mais posso fazer que não agradecer pela partilha da experiência; fica como aviso...
Abr
Obrigado pela participação.
Foi realmente uma experiência e tanto. Até porque dá para perceber que quem fez a coisa julga que está muito bem feito e, talvez pior, vai continuar ....
É uma pena!
E a saga dos adiantados mentais continua...isto, um dia, vai dar estalada! Da grossa...
Nanã Sousa Dias
Estalada, estalada, não diria, mas tiroteio, ai isso dá!
Fernando Correia
48 anos de ditadura, e agora, já vão 34 de democracia. Estamos a 14 anos de igualar a temporada da ditadura de Salazar. Se isto continuar do mesmo modo como tem estado a "evoluir" nos últimos 10 anos e, com mais 14 anos de evolução, parece-me que vamos chegar a um ponto em que até o Jerónimo do PCP vai ter saudades do Botas...
E não estou a falar só de politicas e dos seus esquemas para colocar "algum" no bolso dos seus praticantes, familiares e amigos, estou a falar da moral pública, do respeito ao próximo, dos valores que se defendem nesta "democracia", da cultura e dos seus novos agentes, etc...
Basta ouvir 2 dos homens envolvidos em governos do tempo de Salazar/Marcelo, os únicos que conseguiram "sobreviver" em tempo de democracia e ver como falam e o que pensam dos novos "valores" desta jovem "democracia". Refiro-me a Adriano Moreira e José Hermano Saraiva, antigos ministro do Ultramar e da Educação, respectivamente. Estes homens estão ainda perfeitamente lúcidos, apesar da idade mas, quando falam de política, parecem estar completamente fora deste Universo, o que não deixa de ter piada...no entanto, convém ouvi-los com muita atenção, pois os seus "discursos" são algo complexos mas, sem piedade, para com a presente classe política! Dá gosto ver e ouvir...
Infelizmente (ou se calhar, pelo contrário) não se tratou de política. Foi mesmo de falta de qualidade intrínseca de quem "criou" a maqueta e de quem "supervisionou", ou devia ter supervisionado, esse trabalho.
Fernando Correia
Pois...mas, isto espalha-se...rapida e implacavelmente...
NSD
Pois é!
Fernando Correia
Por vezes, é necessário mostrar uma certa arrogância para se conseguir que nos levem a sério! É triste mas, é assim que as coisas funcionam, pelo menos, comigo, tem sido assim!
Estive a fazer a digitalização de uma fotografia minha para o cartaz de uma exposição que vai inaugurar brevemente. Coloquei uma margem branca na fotografia, um lettering simples, com o meu nome e o tema da exposição. Tudo muito simples e discreto, que é como eu gosto. Em volta da tal margem branca, coloquei um filete de 1 pixel, ou seja, muito fininho, em cinza muito claro, apenas para haver um contorno para que se destacasse de um fundo branco, pois a intenção era enviar o tal "cartaz" pela net.
Até aqui tudo bem. Enviei o tal cartaz para a entidade que está a preparar o evento, para que pudessem juntar os textos que entendessem, os patrocinadores, etc, etc e pdei que, assim que tivessem a coisa pronta me enviassem.
Pois bem, o que me chegou foi o tal cartaz com uma moldura em preto grossíssima, com um filete enorme, branco e mais um filete preto bem grosso. Uma parolice desmedida!!!! Claro que fiquei chateado, pois claro!!!! Seguiu-se o fatídico telefonema, de raios e coriscos!!!! Fico com fama de ter mau feitio mas, estou-me nas tintas, assim poupam-me trabalho e, da próxima vez, já não tenho de me preocupar com estas coisas, pois já sei o que vai acontecer! Alguém vai dizer: "eh pá, não inventem nada que este gajo é um esquisito do caraças e tem mau feitio!"
Para aqueles que não queiram voltar a ter contactos comigo, por causa destas e doutras coisas do género, é simples, saem-me barato...
Parece-me que é necessário olhar para isto por outro angulo.
Se o livro é do Museu e se este encomendou as fotos a um, os textos a outro e a maquete a outro e a impressão a outro, e se todos trabalharam individualmente à boa maneira portuguesa, então o resultado foi este, um livro ao gosto do Museu.
Será que os autores, não são culpados por não terem acompanhado o projecto até ao fim?
Vamos lá acabar com as lamúrias e assumir que não fizeram o trabalho de casa.
O povo lá vai dizendo:
"Quem quer faz, quem não quer manda"
Não sei quem é este sr anónimo que não assinou mas, desculpe lá, mas a coisa não é bem assim! Quem corta uma fotografia de 6x17 e a reenquadra para 6x9, sem consultar o autor da fotografia é, no mínimo, estúpido, arrogante, boçal etc...ou então é apenas incompetente, nesse caso, os atributos que perfilei anteriormente devem ser aplicados à pessoa que lhe deu a tarefa, sem supervisão. No caso de ter havido supervisão, os referidos atributos devem ser aplicados ao supervisor.
Nanã Sousa Dias
A coisa agora é para o Sr. Anónimo que não assinou.
Pois é, se a coisa se tivesse passado desse modo, até parecia que realmente os autores deveriam ser responsabilizados. Contudo nada foi assim! Nesta linha de pensamento ...
Ou é burro, porque conhecendo o que se passou tem essa opinião, ou é burro, porque não conhecendo o que se passou tem essa opinião!
Parece, meu caro anónimo, que é burro, seja porque razão for.
Mas como não acredito em pessoas burras julgo que o Sr. Anónimo o que mostra ser é mais um espertalhão, daqueles bem portugas.
Vivam os espertalhões portugas.
E já agora vá à merda, seja quem for.
Olá Fernando,
Estive a olhar para o guia da Michelin e a primeira fotografia da pag. 7, parece-me tirada por mim. Deve ser engano meu, mas que parece parece...
José.
Meu caro,
Todas as fotografias são minhas. E não falo apenas da propriedade física, falo também da "propriedade" da ideia!
É verdade que andámos os dois por ali a fotografar no mesmo dia de forma combinada, é verdade que disparei uma vez com o seu olho-de-peixe Nikon,é verdade que o meu caro me enviou o resultado desse disparo.
Explique-me lá essa esta frase que eu não entendo.
""Todas as fotografias são minhas. E não falo apenas da propriedade física, falo também da "propriedade" da ideia!""
JoséPR
Então aqui vai!
Certamente que, numa daquelas nossas saídas por locais que vou descobrindo, já escutou de mim a frase, " ... isto já foi feito e bem por fulano, de modo que passo ...". Se não escutou há muitos que não me deixarão enganar.
Ora bem, sem querer ser presunçoso, tenho o cuidado de me manter informado com o que se vai fazendo ou fez, pelo que em geral sou capaz de identificar este ou aquele trabalho que inovou.
Sendo assim, quando se trata de fotografar e como sou um mero amador posso e tenho o cuidado cirurgico de, sabendo que é impossível inventar seja o que for (e mesmo que seja não serei eu certamente a faze-lo), de, dizia, apresentar coisas cuja ideia não me tenha sido sugerida por algo que já tenha visto nas circunstâncias em que estou a fotografar.
Dou um exemplo: já viu alguma foto minha das famosas cercas do Guincho? Provavelmente não! Porquê? Porque outros tiveram a sabedoria de as fotografarem de forma que qualquer tentativa "cheira" sempre a "isto não são as cercas do fulano ...".
Quando falo em propriedade da ideia, é disto que estou a falar. Sempre que mostro uma fotografia pondero se cai ou não neste âmbito. Se a minha ideia trouxe ou não, quanto mais não seja, algo de novo a qualquer coisa já anteriormente feita.
Assim, quando disparo estarei sempre a obrigar-me a um exercício de veracidade quanto ao resultado, independentemente de ser bom, mau ou aceitável do ponto de vista técnico e estético. Esta é uma das razões que explicam porquê sou incapaz de, logo após uma das tais sessões, mostrar aquilo que fiz, porque na verdade quero sempre perceber não o que fiz mas o que consegui.
Espero ter sido suficientemente explícito no meu português cheio de falhas.
Um abraço
Se bem entendi. Quer dizer que as fotos que faço quando saio consigo são sua ideia e portanto sua propriedade mesmo que enquadradas, focadas e tiradas por mim, como deixei provado no comentário anterior que apagou do seu blog.
Mas que presunção!!!
1. Não apaguei nenhum comentário. Não o sei fazer e julgo que nem sequer é possível faze-lo na configuração em que tenho o Blog. Mando-lhe por e-mail o login/password de acesso ao blog e depois o meu caro explica-me como se faz e/ou verifica se algo foi apagado. Em resultado desse seu trabalho dir-me-à onde há presunção!
2. Não estou nada preocupado com as suas fotografias. Tudo o que escrevi tem que ver comigo e não com quem está ao meu lado, a 20m ou a 500m. Se pensasse do modo como está a presumir, então não sairia com ninguém para fotografar, escondia o que sei, mantinha os meus contactos fechados, não mostrava locais, etc... Julgo que esta não é a minha atitude. Portanto, presunção ... não sei o que é!
Lembro-me dos já saudosos livros de Hérgé, Tintin !
E lembro-me porque, irónicamente, lembro-me da Madame Castafiore e da sua mais célebre ária: Ai rio de me ver tão bela neste espelho !
Mas, oh gentes, que idade temos ? Eu digo-vos: Temos idade para ter juízo ! Será que , ao fim de tantos e tantos anos, apareceu um homem com o período, logo, num dia dificil ? Tenha-se juízo !
Abraços a todos do Aguinaldo
Ó Sr Comendador (Aguinaldo):
Você é giro! Você que tinha no defunto foto@pt a alcunha de "Doberman" por estar sempre a rosnar, a oferecer porrada, etc, agora vem atirar a 1ª pedra?
E, por falar em Tintin e RG, o Sr Comendador não fica muito distante da personagem do Prof. Tournesol, quando acometido das suas explosões de raiva. Lembra-se, Sr Comendador, dos episódios em que, por dá cá aquela Palha o sr. Comendador espalhava o "terror" pelo site e arredores?
Nanã Sousa Dias
Oh Sr. Comodoro !
Mas claro que ainda estou capaz, de qual Dobermann, de ir à luta e escaqueirar tudo, mas o status atingido já me permite, de qual elefante em loja de porcelana, tentar pé ante pé não defraudar as expectativas....
Mas, se realmente queres ver o Dobermann do foto@pt é só dizeres,pois ele está apenas num estado letárgico...
Abraço
Aguinaldo
Sr.Comodoro
Uma retificação e um esquecimento, na minha citação anterior:
Retificação : onde se lê "... , de qual elefante..." deverá ler-se "... de , qual elefante...".
Esquecimento:
Houve uma frase que, apesar de um contexto completamente diferente (Muito mais divertido e que não vem agora aqui para o caso) e no fim dos anos 70, guardei sempre comigo e ainda hoje a cito amiúde : "Já não tenho idade para estas coisas !"
Ah, e mais uma coisa : Não vás tu ter interpretado mal as minhas palavras, devo dizer-te que não estou a ver o Fernando com o período ! Topas ?
Grande abraço
Aguinaldo
Devo andar a comer muito queijo ! Ainda uma pequena coisa:
Quanto aos anónimos que não assinam, então qual Aguinaldo do foto@pt. , digo : P que os P !
Aguinaldo
Rsrsrsrsrssrs....
Parece que, afinal, estás em muito boa idade!
NSD
Aliás, já tinha saudades de te ver rosnar...
Anónimo que assina:
NSD ;-)
Hoje tenho de chatear alguém e como ainda não estou saciado....!
Poderá o pseudo-usurpado explicar-me porque não "apresentou recurso" (tão em moda nos últimos tempos) nem comentou esta frase do pseudo-usurpador ?
"...é verdade que disparei uma vez com o seu olho-de-peixe Nikon,é verdade que o meu caro me enviou o resultado desse disparo." (sic)
Pergunto: Se emprestou o seu olho (de peixe !!) para que o pseudo-usurpador fotografasse o resultado desse disparo é seu ou do pseudo-usurpador ? De quem era o dedinho maroto que pressionou a "coisa" ? ´
Gostaria de ser elucidado sobre esta matéria, sob pena de o processo "transitar em julgado" ( tão em moda nos últimos tempos) e o pseudo-usurpado passar a "abusador de confiança" e o pseudo-usurpador passar a inocente e artista de primeira.
Tenho dito
Aguinaldo (eu assino "Oh palhaço de merda de anónimo que não assina" !)
Meu caro Aguinaldo, o assunto está encerrado dos dois lados da porta que se fechou.
Agora quanto ao teu Tim-Tim!!!!!!
Caro Aguinaldo,
Já tinha encerrado este assunto mas já que insiste eu explico de novo.
O único comentário neste blog que não assinei, o de 20 de Junho às 0:05, é claramente uma resposta ao comentário anterior do FC, sem necessidade de assinatura.
Mas não entendo os insultos e palavras grosseiras espressas contra alguém que perdeu o seu tempo para ler este blog e exprimir uma opinião diferente.
Quanto ao seu pedido de explicação para que não transite em julgado publiquei neste blog em 18 de Junho +- às 10,00 o comentário que transcrevo abaixo (assinado) e que misteriosamente desapareceu do blog umas horas depois.
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"Comentário de 18 de Junho"
Meu caro,
Se o meu amigo diz que é sua, quem sou eu para o desdizer?
""E não falo apenas da propriedade física, falo também da "propriedade" da ideia!""
Esta não entendo mesmo. Qual a ideia e qual a propriedade a que se refere?
A ideia de fazer um livro sobre o Aqueduto? Se bem se lembra fui eu que o convidei para participar.
A ideia de fotografar o Aqueduto com olho de peixe, porque já foi fotografado de todas as outras formas?
A propriedade do ficheiro raw com o meu nome e produzido com a minha camara?
Mas é do caraças eu ter uma série de fotos tiradas nos 5 minutos antes e depois desta, com continuidade do tema e a "sua" está logo no meio.
O meu amigo em menos de 2 minutos largou a sua Canon, pegou na minha Nikon, fez 7 fotos com uma máquina e uma lente que desconhece e devolve-me a máquina, que eu continuo a usar ao ritmo anterior, e tudo isto sem mudar de posição.
Pensava que o seu estilo era mais adequado ao grande formato 1 foto por dia e não 7 por minuto.
Deve ser da idade, já não me lembro do que se passou naquela manhã de 8 de Outubro de 2006, por isso tive que ir analisar os ficheiros raw.
Um abraço
José PR
"Fim de post de 18 de Junho"
--------------------------------
Os ficheiros NEF com a hora do disparo estão disponiveis para quem os queira analisar.
Mais especificamente, em todas as sessões que fiz com o FC, sempre lhe enviei as minhas fotos para uma troca de comentários e nunca para que ele possa ver as fotos "dele".
Esta não foi diferente.
Caso o Sr. Comendador, ainda necessite de mais algum esclarecimento, estou à sua disposição.
Para mim este assunto está encerrado.
A referida foto, é minha porque foi tirada por mim com a minha camera e faz parte de uma sequência de fotos q eu estava a tirar. Não é fisicamente possivel que uma foto no meio desta sequencia lógica de imagens seja de outra pessoa que não eu.
JPR
De novo!
Bom, já que é de novo e há tantas certezas acerca de tudo, aqui vão algumas perguntas:
1. Já sabe como "misteriosamente" desapareceu o seu comentário? Note que eu não ponho em causa a existência desse comentário, pergunto é como é que eu o fiz desaparecer, se é que podia ter feito? Não esqueçamos que enviei os dados de acesso à administração do blogue. Não esqueçamos que de acordo com as suas palavras eu o apaguei!
2. Curiosamente, o JPR tem na entrada de sua casa um retrato feito por mim, exactamente nas mesmas circunstância. "Óh FC experiemnte esata coisa" (no caso uma Hasselblad) e o FC, no meio de uma data de fotos do JPR disparou algumas. Bem uma delas não podia ter sido o próprio porque é dele a cara que aparece. Mas as restantes, no meio de tantas iguais, certamente que serão também roubos! Neste caso havia um terceiro presente. Ou seja, o procedimento que me é negado é pelos vistos coisa que afinal acontece.
3. Nega que eu tenha feito uma foto acerca do assunto. Mais, até acha estranho que eu tenha conseguido um bom resultado (até porque a foto não é minha não é assim?) com um máquina que não conhecia e uma lente tão especial que deve ser preciso um doutoramento para aprender a funcionar com ela! Ainda por cima a máquina está sempre em modo manual e eu realmente tenho algumas dificuldades, digo eu, não sei ... Está pois complectamente fora de questão que eu tenha pegado na sua máquina e tenha disparado com a dita e a lente. É impossível, não é assim ???
4. Sente que esta foi e é a melhor forma de iniciar e tratar este assunto, em especial entre mim e o JPR?
5. Acha realmente que eu trocava uma foto pela amizade ?
6. Como não se lembra do que se passou naquela manhã (não são minhas estas palavras), as respostas são obtidas de forma completa analisando a sequência de ficheiros! Mais um caso para o CSI Lisboa (desculpe, mas não resisti !)
7. É verdade que me envia imagens das nossas saídas para discussão, mas também é verdade que as envia em formato reduzido anexadas a e-mail.
8. Não acha estranho tudo isto ??? Eu acho! E tal como anteriormente referi julgava ter fechado a porta, mas pelos visto tive de a abrir novamente, porque as questões que aqui se trataram nada tem que ver com este ou aquele. Tratam-se na verdade de questões que só a mim e ao JPR dizem respeito, porque, com a consistência que tem vindo a ser colocada, sou julgado e admitido culpado de uma acção que nunca me passaria pela cabeça fazer mesmo que se tratasse da fotografia de um qualquer.
Fico então a aguardar.
JPR Sem ler ainda o seu mail todo, o que irei fazer, digo-lhe desde já que o comentário "anónimo" a que me refiro é o de 29 de Maio !!
Logo os insultos não se destinavam a si, pois o seu anónimo está bem identificado pelo conteúdo, mas sim àquele que identifico no parágrafro anterior !
Mais tarde responderei, se for caso disso, ao resto !
Aguinaldo
JPR !
Agora sou eu que não entende este excerto da sua última intervenção :
"Mas não entendo os insultos e palavras grosseiras espressas contra alguém que perdeu o seu tempo para ler este blog e exprimir uma opinião diferente." (sic)
Mas desde quando é que utilizei insultos ou palavras grosseiras para consigo ? Agradeço que, o mais rápido possivel, reveja esta sua posição de me atribuir aquilo que não corresponde à VERDADE !
Desde já obrigado, enquanto aguardo a sua rectificação.
Abraço
Aguinaldo
Caro Aguinaldo,
Não foi de certo para comigo que usou palavras grosseiras.
Eu estava a referir-me à forma como se dirigiram ao anónimo que passou por este blog.
Passo a citar o blog acima:
"E já agora vá à merda, seja quem for.
FSC em 3 de Junho"
"Aguinaldo (eu assino "Oh palhaço de merda de anónimo que não assina" !)
AVC a 22 de Junho" no post dirigido a mim, que depois de ler vi que não era para mim, pelo menos esta parte.
Um abraço
JPR
É verdade. Cometi o impropério de mandar à merda um anónimo!
Ainda por cima um anónimo que eu certamente conhecerei, porque, convenhamos, não devem ser muitos os que têm "tempo" e paciência para ler este cantinho cinzento e sem interesse. Aliás, aproveito uma vez mais para agradecer a todos o tempo que têm dedicado a essa misericordiosa tarefa.
Dizia, que certamente o conheço ou estarei relacionado com esse tal anónimo. Mais, se o dito cujo sabe quem eu sou, mais uma razão para merecer tal tratamento quanto mais não seja por uma questão de cerimónia: "olhe sou fulano tal e, sabe, parece-me que ...." Assim sim. A coisa seria correcta e o tal anónimo teria o direito a tudo!
Agora esconder-se atrás do anonimato!? Cá para mim deve ser daqueles que andam na internet a enganar e a serem enganados. Tipo "sou a Karina, tenho 23 anos, peito não-sei-quantos, e gostava de sair contigo ..." e depois sai um Jaquim, meio careca, com uma barrigana do caraças, mas que entretanto já conseguiu extasiar-se com 3 ou 4 enganos destes! Ehehehe ...
É o que eu digo, deve ser um espertalhão, ou espertalhona (não esqueçamos essa possibilidade!).
É verdade, mandei à merda este anónimo! Será que sou eu o grosseiro, não, nada disso, será que estou grávido ?????
Por mim, apenas insultei um anónimo e não o JPR ! Num site destes e numa querela destas não se podem tolerar cobardes que se escondem debaixo da capa do anonimato, seja quem for ! Não tenciono voltar mais a este tema de discussão. Ponto final.
Aguinaldo
Pois é, estas coisas têm destas coisas!
O que é um facto é que, depois de lavados os cestos, pouco sobrou da vindima...
O vinho azedou...
É preciso podar as videiras e esperar que cresçam novas parras, novas uvas.
Ó sr Webmaster, feche lá as portas desta adega e inaugure uma nova!
Eu proponho um tema novo e faço várias sugestões:
"Como é que se consegue fazer uma boa fotografia sem se ter uma televisão em miniatura na parte de trás da máquina fotográfica, para confirmar se ficou boa ou não?"
"Ansel Adams, Edward Weston, Paul Strand, Arnold Newman, Yousouf Karsh, Richard Avedon. Estariam a usar máquinas digitais, se fossem vivos?"
"Sistema de Zonas/película Vs. HDR/digital"
"Hasselblad analógica Vs. Hasselblad digital"
"35mm, o fim de uma era?"
Nanã Sousa Dias
"Ansel Adams, Edward Weston, Paul Strand, Arnold Newman, Yousouf Karsh, Richard Avedon. Estariam a usar máquinas digitais, se fossem vivos?"
Acho que sim, seriam inovadores agora, tal como o foram no passado, quando só o pincel e o óleo eram Arte.
JPR
Pois!
Embora sinta que tens razão, meu caro Nanã, não me parece que a questão deva ser colocada dessa forma. Por acaso, estava já de volta um texto em que se colocasse essa e algumas outras questões!
Vou dar força a essa tarefa.
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