Se calhar o problema está na falta de um classificador universal e reconhecido por todos?!
A falta deste instrumento de trabalho implica que, quem apenas conheça a fotografia por aquilo que se vai fazendo em termos de grandes prémios nacionais, acabe na situação caricata de rejeitar a fotografia tal como é ou foi entendida por Ansel Adams, Weston, Irving Penn, Eugene Smith, Helmut Newton, Bresson, etc, etc, etc!
Eu explico.
Tomem-se os maiores eventos fotográficos portugueses, quer ao nível de prémio como ao nível de exposição.
Tomem-se, em seguida, esses eventos e comparem-se as conclusões das autoridades na matéria que, em consílio, decidem o que é bom e não bom, comparem-se com aquilo que persiste como autêntico e bom.
Espantoso! Não é?
Aquilo que aqueles e outros tantos autores, andaram por aí a fazer nada tem que ver com o que se elege para melhor ou se escolhe para mostrar com pompa e circunstância.
Pode-se até perguntar: e então, qual é o problema?
O problema não é nenhum, até porque os tais vão continuar a ser o que sempre foram, referências, e os premiados e expostos, muito provavelmente irão permanecer numa cave escura e de humidade e temperatura controladas, fazendo parte do espólio dos “assets” resultantes deste e daquele negócios.
Não acredito que, digamos, daqui a 50 ou 75 anos, os tais premiados e expostos integrem a memória comum que permanecerá. E, desculpem-me Sras e Srs jurados e curadores, é esta a grande e última peneira da qualidade. O tempo! O tempo tem um poder extraordinário, ultrapassa sempre o dos homens que é finito.
E se calhar o classificador não deveria incidir apenas sobre o que é ou não deve ser considerado fotografia, deveria, se calhar, começar por ir ao mais fácil: o que é ou não é um prémio, um concurso, uma exposição de fotografia, ou mesmo um negócio!
Vem tudo isto a propósito da qualidade da fotografia portuguesa! Atenção, não se iludam, há por aí muitos e bons fotógrafos e, infelizmente, muitos, maus e reconhecidos artistas que recorrem à fotografia.
A falta deste instrumento de trabalho implica que, quem apenas conheça a fotografia por aquilo que se vai fazendo em termos de grandes prémios nacionais, acabe na situação caricata de rejeitar a fotografia tal como é ou foi entendida por Ansel Adams, Weston, Irving Penn, Eugene Smith, Helmut Newton, Bresson, etc, etc, etc!
Eu explico.
Tomem-se os maiores eventos fotográficos portugueses, quer ao nível de prémio como ao nível de exposição.
Tomem-se, em seguida, esses eventos e comparem-se as conclusões das autoridades na matéria que, em consílio, decidem o que é bom e não bom, comparem-se com aquilo que persiste como autêntico e bom.
Espantoso! Não é?
Aquilo que aqueles e outros tantos autores, andaram por aí a fazer nada tem que ver com o que se elege para melhor ou se escolhe para mostrar com pompa e circunstância.
Pode-se até perguntar: e então, qual é o problema?
O problema não é nenhum, até porque os tais vão continuar a ser o que sempre foram, referências, e os premiados e expostos, muito provavelmente irão permanecer numa cave escura e de humidade e temperatura controladas, fazendo parte do espólio dos “assets” resultantes deste e daquele negócios.
Não acredito que, digamos, daqui a 50 ou 75 anos, os tais premiados e expostos integrem a memória comum que permanecerá. E, desculpem-me Sras e Srs jurados e curadores, é esta a grande e última peneira da qualidade. O tempo! O tempo tem um poder extraordinário, ultrapassa sempre o dos homens que é finito.
E se calhar o classificador não deveria incidir apenas sobre o que é ou não deve ser considerado fotografia, deveria, se calhar, começar por ir ao mais fácil: o que é ou não é um prémio, um concurso, uma exposição de fotografia, ou mesmo um negócio!
Vem tudo isto a propósito da qualidade da fotografia portuguesa! Atenção, não se iludam, há por aí muitos e bons fotógrafos e, infelizmente, muitos, maus e reconhecidos artistas que recorrem à fotografia.

5 comentários:
Concordo em absoluto. ALiás, a definição cá em casa para "Arte" é justamente "aquilo que sobrevive à passagem do tempo"...
Abraço
Mas claro ! Reportando-nos, por exemplo, ao parente rico, para ajudar o parente pobre, quantos pintores celebérrimos o foram ainda em vida ? Quantos não passaram a "pintores para a eternidade" depois de abandonarem a vida terrena a caminho do Olimpo ! Será que já se esqueceram que , salvaguardando as devidas excepções, enquanto não se "decompõe", a merda boia sempre...?!
Acho que � apenas um problema umbilical...
Uma exposi�o de fotografia gira, quase sempre, em volta do umbigo do expositor. Normalmente, o tamanho do umbigo � inversamente proporcional � qualidade do seu trabalho. O umbigo, prejudica o olho, tamb�m.
Quando o umbigo cresce muito, torna-se pesado e com o seu peso, arrasta o olho para baixo, deixando este de conseguir olhar em frente, para os lados e, sobretudo, para cima. Ao olhar apenas para baixo, o dono do umbigo e do olho, deixa automaticamente de ver o que, de importante, o rodeia. Passa, ent�o, a ver, apenas, o que de mau o rodeia, sentindo-se, assim, o melhor olho do "bairro"...nessa altura, sente-se preparado para exp�r o seu trabalho.
J� o pr�mio, gira em volta de v�rios umbigos, uns mais espa�osos que outros. H� umbigos que trazem como anexo um adiantado mental.
Um adiantado mental � um fulano que roda em sentido retr�grado. Quando todos os que o rodeiam chegam a um consenso, o adiantado mental, desfaz o consenso. � admirado pelos outros umbiguinhos que pretendem, um dia, chegar a ser Gr�o Mestre Adiantado Mental do Grande Orientado Lusitano.
Nanã Sousa Dias
O Nanã acabou de escrever um verdadeiro tratado... :D
Infelizmente é um tratado de tal modo actual, que acaba por poder ser uma crónica!
Aliás isso até me dá uma ideia: porque não começar a editar uma crónica fotográfica ....
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