22 de fevereiro de 2010

Projecto número dois.


Quem me conhece sabe que tenho duas fixações, fotográficas claro está. Pedras e piteiras!

Quando me encontro com uma destas coisas não resisto. Esqueço-me de tudo e todos e fixo-me doentiamente nas pedras ou nas piteiras. Bem, e então quando o fado conjuga as duas? Isso então é um autêntico festim.

E eu sei o que este comportamento tem de aborrecido para os demais. Sei-o, quanto mais não seja, pela experiência com a minha cadela Marilu, uma boxer que desenvolveu uma fixação doentia por "bolinhas", de ténis preferencialmente. Não lhes resiste. Com uma bolinha ao seu alcance assume uma atitude autista que, para o dono de um cão, ou cadela, é frustrante ao ponto de ele próprio acabar por desistir de a chamar, no clássico "vem cá", até porque nem sequer vale a pena: enquanto estiver ali a bolinha não vai a lado nenhum!

E assim fico eu, enquanto estiver ali à frente um monte de pedras ou uma piteira, inteira ou em partes, viva, morta, no lixo, não deixo de ficar agarrado! Que coisa me havia de dar.

Tudo isto para explicar os conteúdos de muitas das minhas chapas: pedras, pois então, entremeadas por umas quantas piteiras e de novo mais umas quantas pedras, com água à mistura, com areia, com céu nublado. Pedras e piteiras é que interessa.

Este "projecto número dois" é mais um exemplo disso mesmo. Desta minha fixação por estes cenários dramáticos cuja leitura e interpretação me é facilitada pelo preto e branco.

3 comentários:

Manuel Luís Cochofel disse...

gosto muito da fotografia! há mais? abraço, manel luís

Nana Sousa Dias disse...

Como diz um amigo meu:

Podia ser pior! A droga, por exemplo!!!!

Mealha disse...

Disto é que eu gosto.
Está muito boa.